Colisão cósmica ilumina a escuridão

ESA
02/06/2018

Galáxia NGC 3256. [1]
Localizada a cerca de 100 milhões de anos-luz de distância na constelação de Vela, a NGC 3256 é aproximadamente do mesmo tamanho da Via Láctea e pertence ao Superaglomerado Hydra-Centaurus. Ela ainda carrega as marcas de seu passado tumultuoso nas caudas luminosas estendidas que se espalham pela galáxia, que se imagina terem sido formadas há 500 milhões de anos durante o encontro inicial entre as duas galáxias, que hoje formam a NGC 3256. Essas caudas são cravejadas de jovens estrelas azuis, que nasceram na colisão frenética, mas fértil de gás e poeira.

Quando duas galáxias se fundem, as estrelas individuais raramente colidem porque estão separadas por distâncias enormes, mas o gás e a poeira das galáxias interagem – com resultados espetaculares. O brilho que floresce no centro da NGC 3256 revela seu status de poderosa galáxia de explosão estelar, hospedando grandes quantidades de estrelas infantis nascidas em grupos e aglomerados. Essas estrelas brilham mais intensamente no infravermelho distante, tornando a NGC 3256 excessivamente luminosa neste domínio de comprimento de onda. Por causa dessa radiação, ela é classificada como uma Galáxia Infravermelha Luminosa.

A NGC 3256 tem sido objeto de muito estudo devido à sua luminosidade, sua proximidade e sua orientação: os astrônomos observam sua orientação frontal, que mostra o disco em todo o seu esplendor. O NGC 3256 fornece um alvo ideal para investigar explosões que foram acionadas por fusões de galáxias. Ela é particularmente promissora para aprofundar nossa compreensão das propriedades dos aglomerados de estrelas jovens nas caudas das marés.

Além de ser iluminado por mais de 1000 aglomerados estelares brilhantes, a região central da NGC 3256 também abriga filetes entrecruzados de poeira escura e um grande disco de gás molecular girando em torno de dois núcleos distintos – as relíquias das duas galáxias originais. Um núcleo é amplamente obscurecido, apenas revelado em infravermelho, rádio e comprimentos de onda de raios-X.

Essas duas galáxias iniciais eram ricas em gás e tinham massas semelhantes, já que parecem estar exercendo uma influência aproximadamente igual entre si. Seus discos espirais não são mais distintos e, em algumas centenas de milhões de anos, seus núcleos também se fundirão e as duas galáxias provavelmente se unirão como uma grande galáxia elíptica.

A NGC 3256 foi previamente fotografada através de menos filtros pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA como parte de uma grande coleção de 59 imagens de galáxias em fusão, lançadas para o 18º aniversário do Hubble em 24 de abril de 2008. [2]

[1] Crédito da imagem: NASA, ESA.

[2] Esta notícia científica foi traduzida por Claudio Macedo.

Como citar esta notícia científica: ESA. Colisão cósmica ilumina a escuridão. Tradução de Claudio Macedo. Saense. http://saense.com.br/2018/06/colisao-cosmica-ilumina-a-escuridao/. Publicado em 02 de junho (2018).

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