Claudio Macedo
15/12/2015

Os autores relatam que o carbono-Q apresenta propriedades físicas notáveis, como ferromagnetismo em temperatura ambiente e maior condutividade elétrica quando comparada com as demais formas de carbono.
A conversão do carbono em diamante, nessas condições de temperatura e pressão, tem enorme importância tecnológica. Esse tem sido um objetivo de muitos pesquisadores ao longo da história.
O diamante é um dos materiais mais desejáveis, pois além de seu uso na joalheria, possui muitas aplicações tecnológicas, que incluem a fabricação de dispositivos biomédicos, microeletrônicos e nanoeletrônicos, além de telas de vídeo (displays) de alta qualidade.
Os atuais procedimentos industriais de obtenção do diamante a partir do carbono são muito caros. Usam-se processos que precisam de temperaturas e pressões muito elevadas, com produtividade pequena. Além disso, a possível produção em larga escala do carbono-Q ferromagnético pode impactar positivamente a produção de dispositivos para armazenamento magnético, sensores, processamento de dados e aplicações biomédicas.
Vamos torcer para que os resultados desse trabalho acadêmico efetivamente se tornem economicamente viáveis em nível industrial.
[1] Crédito da imagem: Ayswaryak / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0). URL: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dubai-Plans-To-Become-Global-Diamond-Trade-Hub.jpg.
[2] J Narayan and A Bhaumik. Novel phase of carbon, ferromagnetism, and conversion into diamond. Journal of Applied Physics 118, 215303 (2015).
Como citar este artigo: Claudio Macedo. Uma nova maneira de obter diamante. Saense. URL: http://www.saense.com.br/2015/12/uma-nova-maneira-de-obter-diamante/. Publicado em 15 de dezembro (2015).
A temática abordada por Narayan e Bhaumik é muito interessante, algo em paralelo ocorre também com a questão da produção em escala industrial e comercial de outros materiais como safiras e zeólitas sintéticas.
Muito bem observado Marcelo.
Abs.