ESO
06/10/2023

Nebulosas IC1284, NGC6589 e NGC6590. Crédito: ESO/VPHAS+ team

Nesta Fotografia da Semana podemos ver dois tipos diferentes de nebulosas. Cada um deles apresenta uma cor distinta no céu visível, tendo sido capturados pela câmara de campo largo do VLT Survey Telescope (VST), a OmegaCAM, no Observatório do Paranal do ESO, no deserto chileno.

A grande e enorme nebulosa de emissão situada no centro, IC1284, é uma região de formação estelar composta essencialmente por hidrogénio. O seu brilho rosa vem dos electrões dos átomos de hidrogénio: estes átomos são excitados pela radiação das estrelas jovens e depois ao perderem essa energia emitem num comprimento de onda (ou cor) específico. Um dos filtros da OmegaCAM deixa passar esta cor avermelhada particular, daí a cor da nebulosa. Outro filtro de cor destaca o azul das nebulosas de reflexão NGC6589 e NGC6590, visíveis no canto inferior direito da imagem. A poeira numa nebulosa de reflexão dispersa preferencialmente os comprimentos de onda mais pequenos, mais azuis, de estrelas próximas, o que dá a estas nebulosas este brilho azulado. Na realidade, trata-se do mesmo processo que faz com que o nosso céu seja azul!

Esta imagem, que cobre uma área no céu aproximadamente equivalente a uma Lua Cheia, foi capturada no âmbito de um enorme rastreio público do ESO, o VPHAS+ (VST Photometric H alpha Survey of the Southern Galactic Plane and Bulge), cujo objetivo é a observação de nebulosas e estrelas no visível para ajudar os astrónomos a compreender melhor como é que as estrelas nascem, vivem e morrem. [1]

[1] Publicação original: https://www.eso.org/public/portugal/images/potw2340a/

Como citar este texto: ESO. Brilho rosa na escuridão.Saense. https://saense.com.br/2023/10/brilho-rosa-na-escuridao/. Publicado em 06 de outubro (2023).

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